Por Daniel Villas-Bôas, com informações do radialista Adissandro Pinheiro, Xodó AM Tobias Barreto 

A Polícia Civil de Tobias Barreto prendeu, nesta quarta-feira, 12 de junho,  7 pessoas por  suposto comércio ilegal de gás tipo GLP, conhecido como gás de cozinha, em áreas periféricas e no centro da cidade.
Os trabalhos da Polícia Civil foram realizados sob o comando do Delegado Doutor Fabio Alan Pimentel e cerca de 30 policias Civis participaram da Mega Operação.
Foram fiscalizados diversos estabelecimentos comercias suspeitos de realizarem o comércio clandestino de gás. Entre as irregularidades a polícia encontrou falta de local adequado para armazenamento, falta de sistema de prevenção de incêndio, falta de extintores, falta de muros de contenção, além da ausência de Alvará de funcionamento e de documentos emitidos pela Agência Nacional de Petróleo.
Centenas de botijões foram apreendidos em depositados não autorizados. Em razão das várias irregularidades encontradas, 7 pessoas foram presas por crimes contra ordem econômica, já que durante as investigações apurou-se que eles atuavam há mais de três anos no comércio clandestino de gás GLP e vendiam em média 15 a 30 botijões cada um por semana, tendo essa atividade clandestina como modo de vida.
O gás liquefeito de petróleo, GLP, mais conhecido como gás de cozinha, devido à sua aplicação mais comum, é composto pela mistura de dois gases, o propano e o butano. Ambos são inodoros, ou seja, não têm cheiro. Por medida de segurança, substâncias são adicionadas ao GLP para que ele tenha odor característico e chame a atenção em caso de vazamento, porém isso não é suficiente para evitar acidentes, principalmente, através de explosão e incêndio.
“As várias notícias de acidentes com explosão de botijões desse gás demonstram que o perigo é real. Por isso é preciso tomar várias cautelas para o armazenamento e manipulação dos botijões”, ressaltou o Delegado de Polícia Civil Fábio Alan Pimentel.
O controle desse produto é feito pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e, somente após a autorização desse órgão federal, alvarás da prefeitura, bombeiros e Polícia Civil, a empresa pode fazer o comércio. Para conseguir essa autorização, a empresa precisa observar rigorosamente as exigências mínimas de segurança, garantir a integridade dos botijões cheios e vazios, exibir painel com preços ostensivos, manter no local uma balança aferida pelo IMETRO, receber do consumidor botijão vazio de qualquer marca, ter grades e muros de contenção para proteger os botijões, ter plano preventivo de incêndio, receber treinamento adequado, transportar o produto em veículos identificados e deverá permitir livre acesso de agentes de fiscalização da ANP e órgãos conveniados. No caso de dúvida se o revendedor é ou não autorizado, o consumidor poderá consultar a lista atualizada na internet, visitando o site www.anp.gov.br, no item petróleos e derivados ou ainda ligar para o telefone 0800-9700267.

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