O Rapidão da Notícia
Por Daniel Villas-Bôas, Da redação Xodó News 
No início da tarde desta sexta-feira, na Orla de Atalaia, em Aracaju (SE), o deputado federal eleito,  Valdevan 90 (PSC), foi detido por um agente da Polícia Federal. De acordo com informações, o político estava na companhia de alguns assessores e chegava ao restaurante Sal e Brasa quando o agente o abordou.
Segundo investigações da PF, Valdevan infringiu o artigo 350 da Lei Eleitoral ao fraudar a prestação de contas de campanha. Os trabalhos também revelaram que o futuro parlamentar tentou coagir testemunhas, muitas delas, beneficiárias do programa social “Bolsa Família”
A pena prevista para este tipo de crime, é de até cinco anos de reclusão e a a priori, a prisão tem caráter preventivo.
Após prestar depoimento ao delegado federal, Vadelvan foi encaminhado para a Cadeia Pública de Estância.
Por meio de nota, a Polícia Federal confirmou a prisão de Valdevan e outras duas pessoas 
A Polícia Federal desencadeou nesta sexta-feira, 07, a OPERAÇÃO EXTRANEUS, com o intuito de apurar a inserção de declarações falsas em prestação de contas de campanha por parte de candidato eleito ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Sergipe nas eleições de 2018 (VALDEVAN 90).
As investigações indicam que o candidato, utilizando-se de “laranjas”, simulou a realização de diversas doações em favor de sua campanha, nela aportando valores cuja origem é desconhecida para o custeio de suas despesas. Além disso, no curso das apurações, verificou-se a atuação dos envolvidos com o intuito de direcionar os relatos dos “laranjas” chamados a prestarem esclarecimentos, como forma de mascarar a realidade dos fatos.
São cumpridos 03 (três) mandados de busca e apreensão e 02 (dois) mandados de prisão preventiva nas cidades de Aracaju/SE, Estância/SE e Taboão da Serra/SP e os envolvidos estão incursos, até o momento, no crime do art. 350,caput, do Código Eleitoral, sem prejuízo de novas imputações a serem verificadas na sequência das apurações.
A operação policial foi assim denominada em alusão ao fato do investigado ter sido eleito por Sergipe, mesmo sem ligação domiciliar recente com o Estado, uma vez que, há muitos anos, é radicado em outra unidade da Federação.

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