Advogado atuante e renomado no estado de Sergipe, Henri Clay Andrade lançou-se como candidato ao Senado pelo Partido Pátria Livre (PPL), legenda que apoia a candidatura de Valadares ao Governo de Sergipe e nesta quarta-feira,8, concedeu entrevista ao Jornal da Xodó em Rede.
Em conversa com os  radialistas Welder Ban e Eduardo Carvalho, o candidato defendeu que é possível retomar o clima de segurança tão propagado em outrora e  justificou o porquê de optar por entrar na vida pública. O jurista observou que o país está às avessas e que a sua candidatura é na verdade uma forma de demonstrar indignação com o atual cenário político. “O meu partido, o PPL, fez uma aliança com o PSB, PROS, PTB, pautada na ética social e nos direitos fundamentais das pessoas. Valores que defendo diariamente há 25 anos. Já fui presidente da OAB por três mandatos e decidi me candidatar por acreditar que é hora de promover uma mudança no cenário político. Minha candidatura é uma forma de indignação a tudo que está posto hoje. Quem disse que a política é lugar para bandidos e enganadores?”, questionou.
Crítico e cético, Henri Clay observou que os cargos eletivos devem ser usados a serviço do povo e assim, se eleito for, pretende trabalhar nas causas que se fazem urgentes. “Se fizermos valer o que está posto na Constituição, o Brasil  muda. As pessoas estão morrendo em filas de hospitais, sendo que 98% da população depende da Saúde Pública. Na área da Segurança Pública é inadmissível que um estado pequeno como Sergipe apresente estes dados  alarmantes  e nada seja feito. Isto tem que acabar, ninguém está fazendo favor, violência não se combate só com a polícia. É preciso educar a população e combater as drogas. Outro ponto que destaco é a situação do transporte público, um verdadeiro caos! As pessoas não podem continuar sendo tratadas como coisas”, sentenciou.
Questionado sobre a ingerência entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, quando a Constituição expressa que estes são harmônicos e independentes, o advogado pontuou que isso decorre de uma falta de efetiva representatividade no Congresso Nacional. “Está faltando um Poder Legislativo forte, mas a existência de muitos picaretas no senado e Câmara tem feito o Supremo Tribunal Federal tentar corrigir esta deformidade. Hoje a maioria dos ministros do Supremo fazem papel de pop star, o que vai de encontro às diretrizes do Judiciário. O Supremo tem que acabar com essa história de julgar ações criminais. Temos que acabar com o foro privilegiado, que precisa deste artifício é bandido”, finalizou.
Por Daniel Villas-Bôas
Da redação Xodó News

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