Passados mais de um mês em torno da barbárie que resultou no assassinato do capitão Manoel Oliveira, ocorrido no dia 04 de abril,  no município de Porto da Folha (SE), Alto Sertão do estado, pouca coisa foi descoberta em torno do crime. Conduzidas pelo Comando de Operações Especiais (Cope), as investigações, mantidas em sigilo, ainda são inconclusivas e de materialidade fática, apenas um fardamento e um retrato falado foram apresentados como provas.

O que chama atenção é que não há uma comprovação de que o fardamento tenha sido usado pelos assassinos, uma vez que há algum tempo essa roupa não vem sendo usada pela polícia. Denotando ainda mais complexidade, chama a atenção o fato do levantamento em torno do  retrato falado ter sido  divulgado pela Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac), corporação a qual pertencia o capitão e que conforme frisado inicialmente, não é responsável por investigar a execução.
Informações recebidas por nossa redação trazem à tona um imbróglio preocupante, tendo em vista que tanto o Ciopac quanto a Polícia Militar, grupamentos que possuem setores de inteligência para desmembrar investigações das mais variadas complexidades, foram impedidas de colaborarem com o caso.
Diante do que nos foi apresentado, tentamos contato com a Secretaria de segurança Pública (SSP), no entanto, a pasta não expôs detalhes sobre a investigação que corre em sigilo.

Por Daniel Villas-Bôas
Da redação Xodó News

Comentários

Postagem Anterior Próxima Postagem