O Rapidão da Notícia
Nesta sexta-feira,27, o Jornal da Xodóentrevistou o senador da república pelo estado de Sergipe, Eduardo Amorim (PSDB), que fez uma análise dos cenários políticos nacional e estadual. Questionado sobre como avaliava a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto a prisão  após segunda instância, o senador comentou que o caso não deve ser tratado como algo isolado e especificamente com relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da silva (PT).   “Sou favorável à prisão em segunda instância e ao fim do foro privilegiado para qualquer autoridade, exceção feita, quando o acusado estiver no exercício da função”, afirmou.


Perguntado como via a situação em torno das denúncias envolvendo o também senador e integrante do seu grupamento Aécio Neves, no tocante à Lava Jato, Amorim lamentou tal situação. ” Vejo isto tudo com muita tristeza. Entrei para o PSDB um mês ou dois meses antes desse episódio repugnante. O sentimento do partido é de tristeza e que Aécio, assim como qualquer outro parlamentar, responda pelos seus atos. O que não pode é passar a mão na cabeça de ninguém. Fui negativamente surpreendido com essa situação”, pontuou.
Indagado qual nome vem sendo trabalhado pelo PSDB Nacional para uma disputa à Presidência da República, Eduardo observou que a legenda tem bons quadro, mas que no seu entendimento é hora de apoiar a candidatura do ex-governador de São paulo Geraldo Alckmin. “Alckmin já tem uma história constituída e assim passou por todo um processo de evolução política. Eu considero que o Alckmin está pronto e o Dória é embora venha fazendo uma grande gestão, é alguém mais recente”, disse.
Já ao avaliar a atuação do governo Temer e o atual cenário econômico, o tucano declarou que  a população vem vivenciado um período  terá em outubro, uma chance única de romper com uma crise sem precedentes que se instalou no país. ” Não estamos vivenciado apenas a crise econômica, mas também uma crise de princípios , valores e ética que levou o país a uma inversão de valores. Espero que o povo brasileiro entenda e faça uma reflexão de quem voto não tem preço, mas consequência. Pagamos diariamente 94 tipos de tributos que não vêm sendo revestidos em benefícios à população, isso é um absurdo”, declarou.
Mostrando-se  indignado com a crescente onda de violência que se instalou sobre Sergipe, o parlamentar pontuou que tal realidade mudaria com um trabalho preventivo e com o fechamento das fronteiras geográficas.  “Sergipe só possui nove fronteiras é preciso que os bandidos que venham para o nosso estado entendam que o crime não compensa e aqueles que venham a cometer delitos em nosso território serão punidos. Outra solução é dividir nossos estado em áreas e assim privilegiar a meritocracia. Mas observo que devemos trabalhar no trabalho preventivo e criar oportunidades para que os jovens não entrem no mundo das drogas e da criminalidade”, comentou.
Interrogado sobre a inauguração “fake” do Centro de Nefrologia que expôs negativamente o Estado em âmbito nacional e se o secretário de Saúde,  Almeida Lima deveria ser exonerado da função tendo em vista que foi ele que assumiu a responsabilidade do fático episódio, o senador lamentou que mias uma vez o povo tenha sido penalizado. “Exoneração é muito pouco todos eles deveriam pedir perdão ao povo. Construíram uma mentira achando que em pleno século 21 nada seria descoberto, esse governo não tem nenhum compromisso com a população e com a vida. Quando a mentira vence, o sofrimento bate à porta. O que mais dói é que as problemáticas da saúde não decorrem da falta de recursos, mas por falta de prioridades”, alfinetou.
Inquirido se está havendo uma morosidade no anúncio do seu grupamento em lançar a chapa majoritária, Amorim observou que em três semanas os nomes serão divulgados. “Nós ão estamos fora do tempo e as conversas estão muito adiantadas. como o tempo ainda nos favorece, estamos resolvendo algumas questões para assim, divulgar nossa chapa majoritária. Minha pré-candidatura foi construída há algum tempo e esta se consolidou”, pontuou.
Por fim, Eduardo Amorim rebateu de forma veemente a ideia de que tenha perdido o controle do seu bloco político como declaram o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) e  alguns jornalistas políticos. “Cada um enxerga como quer enxergar, bem verdade que estive reunido em janeiro com o senador Valadares e com o deputado Valadares Filho, mas nossas conversas não evoluíram. Hoje  Valadares não faz parte do nosso grupamento, estivemos juntos em 2016 é verdade, mas se alguém não agiu com coerência e retidão, não fomos nós. Friso que Valadares ajudou a eleger o grupo que hoje está no poder, prova disso, é que o atual governador é filho político dele.  Estou onde sempre estive, com minha consciência tranquila  e fiel aos meus posicionamentos. André enquanto líder do governo Temer tem que ajudar o povo, tendo em vista que seu compromisso  é com eles e não com os palanques políticos. O melhor líder não é aquele que lidera com as armas, mas com as palavras e com exemplos”, alfinetou.

Por Daniel Villas-Bôas
Da redação Xodó News



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