O Rapidão da Notícia
Nesta sexta-feira,23, o Jornal da Xodóentrevistou o líder do governo Temer no Congresso Nacional e deputado federal pelo estado de Sergipe, André Moura (PSC), que fez uma análise sobre o cenário político nacional e estadual. Ao ser questionado sobre o projeto que prevê a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), André disse que a medida é de extrema importância, frente aos índices de criminalidade. “O governo federal quando busca implantar o susp quer dividir responsabilidades com governos e prefeituras. Vejo como algo importante. De abril até dezembro o governo federal irá liberar R$4 bilhões para a área da segurança”, comentou.
Indagado se a intervenção militar não deveria ser implanta em Sergipe, Moura observou que era preciso ter um ponto de partida para medidas desta natureza, e assim o Rio de Janeiro foi posto como vitrine. “O Rio de Janeiro é vitrine, mas ressalto que  proporcionalmente é o 15º em violência urbana, enquanto Sergipe é o segundo. Aqui falta um governo de pulso, falta segurança pública. Parece que o governo não enxerga isto, Aracaju é a 18ª cidade mais violenta do mundo”, indicou.
Na ocasião, Moura também foi perguntado como tem atuado na geração de emprego em Sergipe, sobretudo na região do Baixo São Francisco, onde segundo declaração do prefeito de Neópolis, Dr. Luizinho (PR), lamentou em entrevista ao Jornal da Xodó, o fato de jovens estarem migrando para Santa Catarina, para assim, conseguirem ser inseridos no mercado de trabalho. “No ano passado assinamos com a Codevasf R$63 milhões, para serem investidos nos perímetros irrigados. Quando damos condições de trabalho e investimos na rizicultura, fomentamos a geração de empregos. O prefeito de Neópolis, Dr, Luizinho me apresentou diversas demandas e uma delas diz respeito a carcinicultura, que depende de questões burocráticas, mas esperamos em breve resolver esta situação”, declarou.
Ao ser interrogado sobre o apoio  do Partido Progressista (PP) ao seu projeto político e se interferiu de alguma forma para que a legenda  permaneça sendo comandado em Sergipe pelo deputado estadual Venâncio Fonseca, André confirmou que esteve reunido com o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira.  “Nós tivemos uma reunião com Ciro nogueira e com o deputado Venâncio Fonseca e assumimos o compromisso de colocar um deputado federal competitivo na sigla, que tenha chance de ser eleito. O PP permanece sob o comando de Venâncio”, disse.
O parlamentar também comentou sobre a situação do tratamento oncológico em nosso estado e observou que “desde agosto do ano passado foram destinados R$ 7 milhões para o hospital Cirurgia”. André Moura comentou também, que  “o recurso está à disposição do hospital, mas não pode ser utilizado, pois a unidade não tem as certidões para receber repasses  do Ministério da saúde.
Na ocasião, o deputado federal também comentou sobre a decisão da Petrobras de fechar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), situada em Laranjeiras, disse que tal medida é inadmissível. “Estive com o presidente Pedro Parente e ele me informou que a Petrobras quer ficar “apenas” com a exploração do petróleo apenas, o que é de direito de qualquer empresa. No entanto,  a empresa não tem o direito de fazer esse anúncio por telefone. A Petrobras tem que ter responsabilidade com milhares de sergipanos, não é apenas fechar a fábrica, recuperar empregos leva anos. Temos que vestir a camisa da sergipanidade.  Não é porque sou líder do governo que tenho que dizer amém. Na terça-feira,27, teremos reunião com Pedro Parente e com o presidente Temer para de imediato suspender a decisão”,  pontou.

Por fim, André comentou sobre as críticas que tem recebido por ser líder de um governo impopular e sobre a sua forma de fazer política, esquecendo palanques e divergências ideológicas. “Aracaju  recebeu R$ 310 milhões de recursos oriundos do governo federal e lembro que em 2016, o prefeito Edvaldo Nogueira foi meu adversário, tendo em vista que estive apoiando o deputado Valadares Filho.  Não me nego a atender as demandas em prol de Sergipe. O governador Jackson Barreto, de que nunca serei aliado,  tem me procurado e tenho atendido demandas.  Tenho que ser julgado pelo meu trabalho, não pelo governo Temer”, ponderou.

Por Daniel Villas-Bôas
Da redação Xodó News.

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