Nesta segunda-feira, 19, o Jornal da Xodó em Rede entrevistou o deputado federal pelo estado de Sergipe, Jony Marcos (PRB), que respondeu analisou  os cenários políticos nacional e estadual.
Questionado sobre a avaliação que fazia em torno do projeto que prevê a  criação do Sistema Único de Segurança Pública e que irá à pauta da Câmara de Deputados nesta terça-feira, 20, Jony  mostrou-se preocupado tendo em vista que segundo ele, a propositura tem cunho  político. “Entendo a intenção política do projeto. O estado do Rio de Janeiro é conhecido no mundo inteiro por uma violência sui generis e essa preocupação de todo brasileiro, que incomoda todo mundo. Aí o governo do Rio de Janeiro, não dando mais conta da situação, pede ajuda ao Governo federal. Lembro que fui favorável à intervenção. Só não concordo ações políticas em torno desta temática”, observou.
Indagado se a morte da vereadora carioca Marielle Franco indicava o fracasso da intervenção militar no Rio de Janeiro, o parlamentar fez questão de rechaçar tal pensamento.”É muito precoce apontarmos que a morte da vereadora é uma falha da intervenção. Ninguém merece ter sua vida ceifada e eu repudio essa violência, porém, vejo que a partir do ocorrido, podemos tirar as diretrizes para condução da segurança no Rio de Janeiro”, comentou.
Ao analisar como o presidente Michel Temer (MDB), vem lidando com a questão da seca que constantemente  atinge municípios sergipanos, o deputado observou que o problema não é só deste governo, mas que se arrasta há algum tempo. “A mais importante ação desenvolvida pelo Governo Federal no tocante à seca, é a entrega de carradas d’água, o que é muito aquém da necessidade. A redenção do Sertão está atrelada no Projeto do Canal Xingó, o que devemos lembrar que não é um problema apenas do governo temer, mas também de Dilma e Lula. Lembro que há dez anos lançamos a pedra fundamental deste projeto, cujo projeto inicial erá orçado em  R$500 milhões , mas por intervenção de políticos baianos passou para o monte de R$ 2 bilhões”, destacou.
Na oportunidade, Jony Marcos mais uma vez  posicionou-se contra a reforma da previdência, tendo em vista, que segundo ele, a proposta estabelece privilégios à algumas categoria e em seu ponto de vista, o Brasil tem recurso suficiente para injetar dinheiro na Previdência. Usando de  analogia, Jony observou que “A reforma da Previdência é um caminhão que precisa ser empurrado, enquanto os pobres descem para empurrar os ricos ficam em cima. Os que ganham os maiores salários não são atingidos pela proposta, o que é injusto”.
Integrante do PRB e do segmento evangélico,  Jony  foi perguntado pelo âncora Eduardo Carvalho como lida com a própria  pré-candidatura e sobre ter recebido o convite para ser vice-governador da chapa da oposição, Jony refutou a ideia.  “Meu projeto eleitoral é pautado em trabalho, nunca fui indiciado por nada.  Há 15 anos estou na vida pública e posso me orgulhar dessa trajetória, tendo em vista que na política quando você é acusado, as pessoas tomam isto como verdade. Disseram que o PRB declarou apoio ao candidato da oposição, mas como se eu não sei quem foi lançado, questionou?  “O que posso assegurar é que nem Jony, nem Heleno serão candidatos a vice de chapa nenhuma”, afirmou.


Por Daniel Villas-Bôas
Da redação Xodó News

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