Professores da rede estadual paralisam atividades; Governo diz que paga reajuste do piso salarial

Professores reivindicam reconstrução da carreira
Professores da rede estadual de Sergipe paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira, dia 12. Os docentes realizaram ato público em frente ao Palácio de Despachos. Mais de 150 mil estudantes ficaram sem aulas.
A presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz, diz que em quase dois meses de gestão o governo Belivaldo Chagas não apresentou nenhuma proposta para recuperar a carreira do magistério. “Não vivemos um momento simples, seja nacional ou localmente. E por tanta complexidade é que precisamos estar nas ruas, na luta e na resistência não só pela garantia dos nossos direitos, mas pelos rumos do nosso país”, comenta.
Governo diz que paga o reajuste de 6,81% no piso salarial dos professores. Confira nota da Secretaria de Estado da Educação:
A Secretaria de Estado da Educação entende que a paralisação do Sintese é um direito, mas informa que desde janeiro de 2018 o Governo de Sergipe paga o reajuste de 6,81% no piso salarial dos professores, passando de R$ 2.298,80 para R$ 2.455,35. O professor que menos ganha em Sergipe recebe o salário inicial de R$ 3.437,49. Não há nenhum professor na Rede Estadual recebendo abaixo do piso. Sobre esse valor ainda são pagos gratificações, como Regência de Classe (40%) ou Atividade Técnico-Pedagógica I e II (20% e 40%), bem como adicionais, a exemplo do Adicional de Triênio, correspondente a 5% do vencimento base a cada 03 anos de efetivo exercício.
O limite do triênio é de 40% sob o vencimento. O Governo ainda concede a Gratificação de Interiorização para os professores que precisam se deslocar para os municípios do interior de Sergipe. Quanto à questão do Ensino Médio em Tempo Integral, a proposta foi amplamente discutida com participação do sindicato, faz parte do Plano Estadual de Educação e é uma Política de Governo.
Com isso, busca atender a dispositivos previstos no Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005, de 25 de junho 2014) e no Plano Estadual de Educação (Lei Estadual nº 8.025/2015), os quais estabelecem que a Educação em Tempo Integral deve ser ofertada em, no mínimo, 50% das escolas públicas até 2024. A Secretaria de Estado da Educação continua aberta ao diálogo.
O cenário dos professores e professoras da rede estadual é de empobrecimento. Com a falta de reajuste do piso na carreira (2012, 2015, 2016, 2017 e 2018) o que acontece hoje é que os integrantes do magistério independente de tempo de serviço ou nível de formação (Médio, Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado) têm o mesmo vencimento inicial (R$2.455,35).

Por Aparecido Santana
Da redação Xodó News

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