“Sergipe deixou de ser uma ilha de tranquilidade e paz”, lamenta Valadares

Nesta sexta-feira,11, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB), concedeu entrevista ao Jornal da Xodó, edição Tobias Barreto (Xodó AM 1520), questionado pelo âncora Adissandro Pinheiro, sobre qual o papel de um senador, o parlamentar lembrou que cada cidadão que exerce este cargo, deve carregar a responsabilidade de representar milhares de cidadãos. “O senador da república tem um papel importante da política do Brasil, há 200 anos existe essa instituição, a chamada câmara alta; devendo ser a casa do equilíbrio  e da ética. Nós senadores representamos o estado, tanto que lá, todas as unidades federativas têm 3 representantes”, disse.
Perguntado se será candidato à reeleição ou a algum cargo eletivo, Valadares manteve a postura adotada ao longo dos últimos meses de a priori, se manter distante desse pensamento e melhor trabalhar o nome de Valadares Filho. “Ainda não sei se serei candidato, uma vez que nossa prioridade é trabalhar na pré-candidatura de Valadares Filho ao Governo de Sergipe, uma candidatura própria”, comentou.
Na oportunidade, o parlamentar lamentou que  Sergipe tenha  saído dos “trilhos”, no que se refere à administração pública e assim, problema que até pouco tempo eram alarmantes, tenham vindo à tona. ” Sergipe atualmente é mais violento que Honduras o país mais violento do mundo; são mais de 60 mortes por grupo de 100 mil pessoas. Nos tocantes à educação e à saúde,  Sergipe virou motivo de chacota nacional. Sergipe deixou de ser uma ilha de tranquilidade e paz”, observou.
O socialista comentou também,  ser totalmente contra o foro privilegiado e lembrou já ter votado em uma PEC apresentada ao Senado que acabava com essa prerrogativa. “No ano passado, nós votamos uma PEC de autoria do senador Alvaro Dias que é mais restritiva do que essa aprovada no Supremo. O Foro é um recurso odioso que expõe a fragilidade do nosso sistema judiciário” A polícia tem rondado o Congresso Nacional e só não prende o presidente porque ele tem foro privilegiado”, relatou.
Questionado sobre qual avaliação que fazia da exoneração do ex-secretário da Saúde, Almeida Lima,Antonio Carlos Valadares lamentou a morosidade na tomada da decisão e lamentou o fato de, segundo ele, Belivaldo ser subserviente ao ex-governador Jackson Barreto (MDB). “Almeida devia ter sido demitir 24 horas após Belivaldo assumir, mas faltou tinta na caneta do governador ou na do próprio demissionário. Foi preciso Jackson Barreto voltar para que houvesse um posicionamento quanto a este desmando e aquela inauguração pífia do Centro de Nefrologia”, alfinetou.
Inquerido o porquê de vir a se posicionar contra o deputado André Moura (PSC), uma vez que eles estiveram juntos em 2016, época em que Valadares Filho (PSB) foi candidato à Prefeitura de Aracaju, o senador Valadares disse que tal apoio foi apenas de bastidores e desdenhou o fato do deputado estar próximo a Edvaldo Nogueira, que tanto o criticou. “O apoio dele [André Moura] foi superficial sobretudo por conta do ataques do então candidato à época Edvaldo Nogueira que o acusava de ser quadrilheiro e agora eles estão juntos. Sergipe é pequeno e todo mundo se conhece, não tenho obrigação de apoiar André Moura, os motivos estão às claras e a população irá entender”, afirmou.
Por fim Antonio Carlos Valadares declarou acreditar que a legenda a qual ele integra adotou uma postura correta ao romper com o grupo do também senador Eduardo Amorim e de André Moura, pois na visão dele, Amorim perdeu a liderança do bloco. ” Nós temos uma ótima relação de amizade com o senador Eduardo Amorim. Com relação a André Moura, nossa divergência é de ideologia política. Nossa ideia de lançar candidatura própria é porque o senador Amorim deixou de liderar o grupo para ser liderado por um representante do governo Temer, um governo que maltrata o povo e mergulhado em casos de corrupção. Como primamos pela ética e pela democracia não tínhamos como continuar aliado e acabar indo contra os meus princípios”, encerrou.

Por Daniel Villas-Bôas
Da redação Xodó News

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