Eleição deste ano não será comandada pelo “dinheiro fácil”, afirma Valadares

OS SENHORES DAS VERBAS E OS NOVOS TEMPOS
Senador Antonio Carlos Valadares
Setores da política sergipana que integram as máquinas comandadas pelo governo federal e pelo governo do Estado -incluída a poderosa prefeitura da Capital-, vêm pregando abertamente a hegemonia desses grupos de poder, em desconsideração aos demais, como o do PSB, que se desgarra da tradição política sergipana, a qual se acostumou a uma disputa eleitoral polarizada apenas entre duas forças.


Estamos vivendo novos tempos, mas há forças que parecem sofrer de uma cegueira política incurável, ou de um sintoma retrógrado de obscurantismo, sinalizando com uma extrema prepotência e arrogância. Essas forças insistem em desconhecer que essa polarização está sendo superada por uma realidade que vem despertando um sentimento de plena autonomia dos eleitores em todos os segmentos sociais e em todos os quadrantes do nosso pequeno território.
Por mais que não queiram acreditar, essa eleição pela primeira vez, em muitos anos, deixará de ser comandada pela máquina, ou pelo dinheiro fácil, proveniente de doações ocultas. Será decidida pelo povo, que vai às urnas sem receber ordens de seus chefes, ou ser influenciado pelo dinheiro sujo, como aconteceu, segundo investigação do MPF,  nas vésperas das eleições municipais em Aracaju. Esse é um sentimento que, aliás, perpassa em toda a Nação.
Após tanto sofrimento e decepção do nosso povo, em face de uma doença endêmica que se espalhou por quase todo o corpo político no Brasil, em grande parte apodrecido pela prática reiterada e escandalosa da corrupção, e por gestões marcadas pelo descumprimento de promessas de campanha, em total desrespeito ao universo dos eleitores.
Monta-se, no Estado, um esquema para a perpetuação dessa polarização, procurando atrair os incautos, e, para tanto, utiliza-se de uma massiva propaganda de supostas transferências de verbas federais para municípios, os quais, desde há alguns anos, vêm atravessando notórias dificuldades financeiras. Querem verbas, o que é natural, venham de onde vier. Mas o povo, já escaldado com tantas armadilhas, pode achar que tanta esmola, em véspera de eleição, até cego desconfia.
O que se pretende com essas investidas sobre os municípios é reverter a tendência de mudança que se irradia no seio do eleitorado, com uma falsa dicotomia de que só existem duas forças capazes de vencer: uma comandada pelo grupo JB-Belivaldo, e a outra, controlada pelo grupo André-Eduardo Amorim. As demais forças, para eles, estão fora do processo, sem nenhuma chance de vitória.
Trata-se de uma estratégia de descrédito e de intimidação contra os que defendem, em outros segmentos partidários, saídas inovadoras e progressistas para o quadro dramático com que se defrontam os sergipanos.
De um lado o continuísmo do governo desastroso de Jackson Barreto, “o inesquecível”. De outro lado, o fortalecimento do esquema do presidente Temer, “o tomara-que-saia-logo”, aqui em Sergipe, sob a batuta do “maestro da verba”, deputado-líder André Moura, que sonha em se eleger senador para compor, no próximo Congresso, a bancada de parlamentares dos já apelidados e conhecidos como “escudeiros de Temer”.
Eu me apego à conscientização do povo, hoje em dia muito mais bem informado (as redes sociais estão aí, não subestimemos a sua importância), que se encoraja a votar diferente, sem se submeter a pressões dos poderosos, para eleger candidatos que comungam com um sentimento, a meu ver, predominante, e que se harmoniza com os novos tempos vivenciados pelo Brasil.
O PSB, desgarra-se do grupos que se portam como donos da vontade popular, não aceita compor com partidos ou lideranças engolfados em atos de corrupção, ou em práticas de gestão temerária e irresponsável.
O PSB é um partido forjado na luta e no debate intenso de nossos problemas, não se curvará à pretensão das forças do atraso, não se intimidará com a falsa  pregação segundo a qual quem não estiver com eles, serão jogados ao isolamento.
Não desistiremos, não fraquejaremos frente ao projeto que acreditamos e ardorosamente defendemos, iremos com fé e confiança aceitar essa ingente missão que o destino nos reserva visando a implantação de uma nova alternativa para os sergipanos.

Fonte: Ascom / Antonio Carlos Valadares

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